sexta-feira, 3 de agosto de 2012

e siga






















trágico comediante


















trágico comediante * nuno prata * deve haver








olé! olé...




















vai um? toma























canção segredo














canção segredo * foge foge bandido  * o amor dá-me tesão / não fui eu que estraguei







wau!









pois é...










vá lá...





















pensa em algo bom

















nunca visto



















a cada pé seu sapato





















ora...





















ui...





















toma lá que já almoças-te












sonho


















quando eu for alguém melhor























piu...



















cartas de amor












Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos, 21-10-1935